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Não tô atualizando essa birosca direito, acho melhor deixar suspenso, por enquanto.

A Elite da Tropa

O filme “Tropa de Elite” fez um enorme sucesso no início de 2008 com sua versão em DVD pirata. Uma ironia se levarmos em consideração que o filme fala, justamente, de policiais militares que não se deixaram corromper e combatem o crime organizado e o tráfico de drogas nos morros cariocas.

O diretos, José Padilha, fez diversas declarações sobre sua insatisfação sobre o caso e lançou o filme nos cinemas com algumas poucas alterações. A bilheteria do filme superou as expectativas dos produtores.

Pouco depois aparece nas livrarias o livro “A Elite da Tropa”, dos autores André Batista, Luiz Eduardo Soares e Rodrigo Pimentel, com uma imagem do Capitão Nascimento (Wagner Moura), personagem inspirado em Batista e uma estampa que remete ao sucesso do filme.

Ficou a dúvida: o filme veio do livro ou o livro veio do filme?

André Batista é capitão da policia militar, foi membro do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) e formou-se em Direito pela PUC-RJ. Além das histórias que aparecem no livro, com caráter ficcional, esteve presente no caso do seqüestro do ônibus 174, no qual foi o negociador. Sua história teria inspirado Rodrigo Pimentel e José Padilha a escrever o roteiro do filme, junto com Bráulio Mantovani.

Desse roteiro surgiram o filme e o livro. O roteiro foi mostrado para André Batista e Luiz Eduardo Soares e isso impulsionou o policial a dar segmento à uma vontade antiga, escrever sobre sua passagem pela polícia.

Como já disse antes, o livro é uma ficção baseada na rotina de André Batista na Polícia Militar e é dividido em suas partes. Na primeira, cada capítulo traz um caso, um dia da vida de um dos policiais militares do Rio de Janeiro. As histórias seguem o trajeto de André da entrada da polícia até se tornar capitão do BOPE. Por vezes trágicas, brutais e até cômicas, o leitor é transportado para a cabeça do narrador, que nos leva com facilidade através das linhas.

A segunda parte não é dividida em capítulos. Isso pode tornar a leitura um pouco cansativa, mas produz o efeito de urgência que a história requer. É essa parte que mostra que o BOPE é – ou foi – incorruptível. Em mais de um trecho é possível encontrar personagens falando que o BOPE é uma ilha num mar de corrupção e se perguntando quanto tempo isso vai durar.

Os policiais do Batalhão Especial são treinados para serem máquinas de guerra. A violência e brutalidade contida no seu dia-a-dia são coisas normais e corriqueiras. Traficantes, policiais e políticos são emaranhados numa teia de corrupção, desinformação, dinheiro, morte e drogas.

O livro pode ser encontrado em qualquer livraria. Possui 315 páginas. Publicado pela editora Objetiva, custa R$35,90 na maior parte das lojas. A Cia dos Livros, no entanto, apresenta o melhor preço: 24,90.

Long Time, No See

Estamos de volta!

Haverá mudanças no blog. Claro, continuarei falando de cinema, literatura e história. No entanto farei isso de forma independente, quando for o caso. Nem sempre assisto filmes com contexto histórico definido ou baseado em livros. E às vezes há livros que não viraram filmes, mas são “ficções históricas” (Bernard Cornwell), tem um contexto histórico interessante ou simplesmente são bons.

De resto o esquema continuará o mesmo. Procurarei sempre indicar a trilha sonora, relacionar seqüências e livros e filmes.

Procurarei atualizar uma vez por semana, bem como meus outros dois blogs, o Free Time?, sobre assuntos gerais, e o L’Atelier, sobre origami.

Índice
O Livro
Trilha Sonora
O Filme

O filme, dirigido por Francis Ford Coppola, segue à risca a história do livro, acrescentando poucos detalhes e mesmo esses tornam a história ainda mais interessante.

Winona Ryder interpreta Mina Murray e Elisabeta, a noiva do príncipe Vlad Dracul. Mina é, de certa forma, o ponto central da história, é para onde todos os outros personagens convergem, já que é o objeto de desejo de Drácula. Keanu Reeves interpreta seu noivo, Jonathan Harker, e faz bem o seu papel. Prestem atenção, no entanto, na cena do trem, na qual podemos ter um vislumbre de Neo (Matrix). ;) As estrelas do filme são, realmente Gary Oldman (Príncipe Vlad / Conde Drácula) e Anthony Hopkins (Professor Abraham Van Helsing / Chesare), que criam o clima e a espectativa da história.

O longa respeita as peculiaridades do livro, mantendo narrativas de diários e cartas e mostrando seus autores enquanto escrevem. Ele trás também uma Lucy Westenra (Sadie Frost) bem, digamos, espevitada. Foi uma boa interpretação e combina com a personagem, tanto a do livro quanto à do filme. Na obra de Bram Stoker só conhecemos sua personalidade pelo que é descrito nos diários de Mina, do Dr. Jack Seward (Richard E. Grant), de Lorde Arthur Holmwood (Cary Elwes) e de Quincey P. Morris (Bill Campbell). Todos eles a descrevem com alguma diferença, mas seu encanto e a forma como parece apaixonada por todos eles se mantém presentes nos quatro “manuscritos”.

Quanto aos “defeitos” especiais, esses são completamente relevantes. Como o filme foi feito em 1992, não podemos esperar algo no nível de 300 de Esparta, por exemplo, mas cumprem bem o seu papel e não atrapalham a experiência.

poster dracula

Título Original: Bram Stoker’s Dracula
Distribuição: Columbia Pictures
Direção: Francis Ford Coppola
Música: Wojciech Kilar
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 127 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1992

Composta pelo polonês Wojciech Kilar, a trilha sonora é um ponto positivo a mais em favor do filme, que ganhou 3 Oscars, incluindo o de Efeitos Sonoros.

É possível ouvir o início das músicas de graça no LastFM.

capa cd drácula
Bram Stoker’s Dracula OST
Wojciech Kilar
1992
1 Dracula – The Beginning (6:41)
2 Vampire Hunters (3:05)
3 Mina’s Photo (1:25)
4 Lucy’s Party (2:56)
5 The Brides (4:56)
6 The Storm (5:04)
7 Love Remembered (4:10)
8 The Hunt Builds (3:25)
9 The Hunters Prelude (1:29)
10 The Green Mist (0:54)
11 Mina/Dracula (4:47)
12 The Ring Of Fire (1:51)
13 Love Eternal (2:23)
14 Ascension (0:50)
15 End Credits (6:42)
16 Love Song For A Vampire (4:21)

Olá!
Após um longo período distante, estou voltando com uma história um pouco mais antiga. Assisti Drácula esse fim de semana e li o livro há alguns anos. Escreverei aqui sobre o livro, mais tarde entro com o filme.

O Livro

O mais interessante sobre ele é a forma em que é escrito. Todo em formato de cartas e diários pessoais, o livro vem impressionando gerações desde 1897, quando foi escrito por Bram Stoker. É um excelente retrato da Inglaterra vitoriana, por demonstrar os costumes da época e o fascínio com o que vem do estrangeiro.

A história do livro tem início quando Harker vai à Transilvânia vender imóveis para o conde Drácula, que deseja se mudar para a Inglaterra. Lá o jovem empregado da firma imobiliária fica prisioneiro das três vampiras do conde enquanto este vai para a Inglaterra o mais rápido que pode. Ao vislumbrar uma foto da noiva de Harker, que carrega-a sempre consigo, vê nela a imagem da própria noiva, perdida à séculos, e viaja decidido a trazê-la para seu lado, por toda a eternidade.

Drácula representa o fascínio pelas coisas que vêm do exterior, especialmente do Oriente. Mina, a noiva de Harker, mostra isso ao escrever em seu diário a vontade imensa de conhecer aquilo que seu noivo conhece. O conde também dá o toque de sensualidade ao livro, algo proibido às moças de boa família da época, mas ainda assim almejado por elas.

Ao chegar à Inglaterra o conde se aproxima primeiro de Lucy, amiga de Mina. Linda, desejada e rica, possui três pretendentes que disputam o seu amor e se desesperam ao vê-la tornar-se cada vez mais pálida, com menos disposição e com comportamentos cada vez mais estranhos. Com a chegada de outra criatura ilustre da – vamos chamar assim – mitologia vitoriana, o doutor Van Helsing, eles notam que estão diante de uma força sobrenatural: um vampiro. E então a história realmente começa.

De acordo com alguns sites que também falam sobre o livro, a luxúria de sangue promovida por Drácula ao se alimentar e “infectar” suas vítimas com a maldição seria uma alusão à sífilis e outras doenças transmitidas através do sangue.

bookcover dracula

Drácula
Título Original: Dracula
Bram Stoker
Inglaterra
1897

A leitura do livro é lenta. A linguagem utilizada é a do século XIX e a escrita em forma de diários e cartas dos personagens faz com que as tramas demorem a se completar, já que nenhum deles sabe por completo o que está acontecendo. Mas tenha paciência: é uma leitura que vale a pena para qualquer um.

Como o livro é antigo, tem lincença aberta. Ou seja, você pode fazer o download dele na internet. O Vitual Books Online, apoiado pelo Ministério da Cultura, tem o arquivo disponível em arquivo não editável, mas não exige o download de nenhum programa extra. É só baixar, ler e se divertir.

cd perfume

 Perfume Soundtrack

 1. Prologue- The Highest Point (Berliner Philharmoniker)
2. Streets of Paris (Berliner Philharmoniker) 
3. The Girl with the Plums (Berliner Philharmoniker)
4. Grenouille’s childhood (Berliner Philharmoniker)  
5. Distilling Roses (Berliner Philharmoniker)   
6. The 13th essence (Berliner Philharmoniker)    
7. Lost Love (State Choir Latvia)    
8. Moorish Scents (Berliner Philharmoniker)    
9. Meeting Laura (Berliner Philharmoniker)    
10. The method works! (Berliner Philharmoniker)    
11. Grasse in panic (Berliner Philharmoniker)   
12. Richis’ escape (Berliner Philharmoniker)    
13. Laura’s murder (Berliner Philharmoniker)    
14. Awaiting Execution (Berliner Philharmoniker)    
15. The Perfume (Berliner Philharmoniker)   
16. The crowd embrace (Berliner Philharmoniker)    
17. Perfume- distilled (Berliner Philharmoniker)    
18. Epilogue- Leaving Grasse (State Choir Latvia)

A trilha sonora de  “Perfume: A História de um Assassino” foi composta por Tom Tykwer, em parceria com  Reinhold Heil e Johnny Klimek. A idéia era que a música servisse como um substituto para o olfato, já que não havia como colocar cheiro no filme e a intenção era passar as mesmas sensações que o protagonista sentia a cada nova descoberta ou a cada odor novo que descobria.

Tom Tykwer é mais conhecido por seu trabalho como diretor em “Corra, Lola, Corra”. Aqui vão os filmes nos quais ele trabalhou como diretor e compositor:

  • 1990
    Because
  • 1992
    Epilog
  • 1993
    Tödliche Maria, Die (Deadly Maria)
  • 1997
    Winterschläfer (Winter Sleepers / Inverno Quente)
  • 1998
    Lola Rennt (Run, Lola, Run / Corra, Lola, Corra)
  • 2000
    Krieger und die Kaiserin, Der (The Princess and the Warrior / A Princesa e o Guerreiro)
  • 2002
    Heaven
  • 2004
    True
  • 2006
    Paris, Je T’aime (Paris, I Love You)
    Die Geschichte eines Mörders, Das (Perfume: The Story of a Murderer / Perfume: A História de um Assassino)
  • 2008
    The International (filmando atualmente)

Além disso, ele trabalhou como compositor no filme Ich Dich auch (2005).

Reinhold Heil  trabalhou na trilha sonora dos seguintes filmes:

  • 1984
    Baby
  • 1992
    Börsday Blues
  • 1996
    Erste Mal, Das (TV)
  • 1997
    Go for Gold!
    Winterschläfer (Winter Sleepers / Inverno Quente)
  • 1998
    Lola Rennt (Run, Lola, Run / Corra, Lola, Corra)
    Hauptsache Leben (TV)
  • 2000
    Tote Taucher im Wald, Der
    I Love You, Baby
    Krieger und die Kaiserin, Der (The Princess and the Warrior / A Princesa e o Guerreiro)
  • 2001
    Tangled (Trama de Sentidos)
  • 2002
    Bang, Bang, You’re Dead (TV)
    Big Shot: Confessions of a Campus Bookie (TV)
    One Hour Photo (Retratos de uma Obsessão)
    Nick Knatterton – Der Film
  • 2003
    Swimming Upstream (Campeão)
  • 2004
    Iron Jawed Angels (TV)
    True
    Dornröschens leiser Tod (TV)
    La Isla
  • 2005
    The Cave (A Caverna)
    Land of the Dead (Terra dos Mortos)
    Sophie Scholl – Die letzten Tage (Sophie Scholl: The Final Days / Sophie Scholl – Os Últimos Dias)
    Deck Dogz (Feras do Skate)
  • 2006
    Paris, Je T’aime (Paris, I Love You)
    Die Geschichte eines Mörders, Das (Perfume: The Story of a Murderer / Perfume: A História de um Assassino)
  • 2007
    Blood and Chocolat (Sangue e Chocolate)
    Anamorph (ainda não lançado)
    Blackout (ainda não lançado)
  • 2008
    One Missed Call (completo, ainda não lançado)
    The International (filmando atualmente)

Além disso, trabalhou em 3 episódios do seriado americano “Without a Trace” e em “John from Cincinnati“, além de diversos outros seriados alemães.

Johnny Klimek colaborou com Tom Tykwer na composição das trilhas sonoras de “Inverno Quente” e “Corra, Lola, Corra”. Também compôs músicas para as séries DeadwoodJohn from Cincinnati, da HBO.

Uma das grandes surpresas pra mim, esse ano, foi o filme “Perfume – A História de um Assassino” ter entrado em uma das salas de cinema de João Pessoa. Passou pouco tempo em cartaz, é verdade, mas pelo menos entrou.

Aqui vão os sites oficiais do filme. O primeiro é em alemão. É necessário o plugin “flash player 8” para visualizá-lo. A apresentação do site é muito bonita, mas não prossegui muito, porque não conheço a língua. =)

Site em alemão: Das Parfum – Die Geschichte eines Mörders

O site em inglês também é em flash e possui uma animação linda logo que carrega. Possui um menu com opções de informação sobre o filme, galeria de imagens, vídeo, downloads, trilha sonora, e informação sobre perfumes.

Na área de informações sobre o filme é possível ler a sinopse, ver o elenco e a equipe de produção, além das notas da produção.

Na galeria de imagens há uma novidade:  além de fotos, pode-se visualizar panoramas belíssimos em 360º dos cenários do filme.

Além do trailer, a área de vídeos disponibiliza diversos trechos do filme.

Em downloads há três opções de papel de parede para o computador.

Em Soundtrack, além de informações sobre como a trilha sonora foi composta, dá para ouvir o início de cada uma das músicas. Também possibilita a compra do cd ou das músicas para IPod (ITunes).

A última área possui uma coleção de permufes inspirados no filme. A caixa com 15 perfumes é uma edição limitada e pode ser comprada no site Le Parfum – Thierry Mugler. O site fala do trio que compôs cada perfume e sobre os perfumes em si.

Site: Perfume – The Story of a Murderer 

Tanto o site alemão quanto o americano dispõe do DVD à venda.

Índice:
Filme
Mitologia
Trilha Sonora
Outras Mídias

A Guerra Civil Espanhola ocorreu entre as décadas de 30 e 40. Foi uma guerra entre a esquerda (acompanhada da extrema esquerda comunista e nacionalistas de Galiza, País Basco e Catalunha, que defendiam a legitimidade da República proclamada em 1931) e a direita nacionalista e militar. Os grupos de esquerda eram basicamente guerrilheiros.

O “Movimento Nacionalista” de Franco teve um grande apoio da Alemanha nazista de Hitler, assim como o apoio da Igreja católica, do exército e dos latifundiários, que eram favoráveis à implantação de um governo fascista.

O filme começa priorizando as relações familiares, sem dar grande enfoque aos conflitos do país. O ponto principal é uma menina, Ofélia (Ivana Baquero), que viaja com a mãe grávida, Mercedes (Maribel Verdú) para a casa de seu “novo pai”, um militar que dá pouca atenção à mulher e despreza a filha que ela trouxe de seu outro casamento. O pai de Ofélia havia morrido na guerra.

O “primeiro plano” do filme é a menina e a sua crença em contos de fadas. Ela os utiliza para escapar da realidade dura e sem cor na qual é obrigada a viver, com uma mãe que não poderia mais dispensar tanta atenção a ela e recriminava sua leitura e um padrasto que deixava mais claro a cada momento o quanto repudiava a idéia de ter aquela garota em sua casa. Uma das criadas passa a cuidar de Ofélia e se torna seu porto seguro nesse mundo.

Em sua imaginação, Ofélia vive aventuras que colocam sua vida em risco e, ao mesmo tempo, aliviam as agruras pelas quais passa em sua nova casa. É sempre guiada por um fauno (Doug James) que encontrou ao passear no labirinto que fica nos fundos da casa.

A fotografia do filme sugere a idéia de conto de fadas, não diferenciando a imaginação de Ofélia da realidade, o misto de maldade e bondade do mundo que só ela conhece e a crueldade militar de tortura e morte ou do próprio capitão Vidal (Sergi López) para com sua família.

O filme pode parecer puramente fantasioso de início, já que é difícil distinguir se o que Ofélia vê é real ou não e a própria fantasia se entrelaça à vida na casa e à guerra existente.

Poster Labirinto do fauno monstro

O Labirinto do Fauno
Título Original: El Laberinto del Fauno / Pan’s Labyrinth
Dirigido por: Guillermo Del Toro
Música: Javier Navarrete
Distribuição: Warner Bros
Produção: Alfonso Cuarón, Guillermo Del Toro
Gênero: Terror, Fantasia
Tempo: 117 min.
Lançamento: 2006

Labirinto do Fauno

Quem eram os Faunos?

Faunos eram seres míticos, existentes nas mitologias romana e grega. Os sátiros eram luxuriosos seres cujo corpo era metade humano e metade de bode, presentes na mitologia helênica. Receberam o nome de “faunos” na mitologia romana, e eram considerados menos luxuriosos. Seu passatempo era dançar pelos bosques com as dríades, beber vinho aromático e tocar flauta.

Pã (Lupércio para os romanos) era o deus dos faunos. Era representado com corpo de humano e orelhas, chifres e pernas de bode. Ele possuia uma flauta chamada Siringe, em homenagem a ninfa Sirynx, por quem se apaixonou. Sirynx rejeitou o seu amor, por ele não ser nem humano nem bode e o deus perseguiu-a até a margem do rio Ladon, aonde ela pediu para as náiades que mudassem sua forma. As náiades atenderam seu pedido e a transformaram num bambuzal. Quando Pã chegou ao local, não havia nada além de bambu e do som que o vento produzia ao passar por ele. Esse som o encantou e ele decidiu fazer um instrumento da planta. Esse instrumento também é conhecido como “Flauta de Pã”, em honra ao próprio deus.

Pã era filho da ama de leite de Zeus, a cabra Amaltéia, e do próprio Zeus. Há uma lenda que diz que Pã foi transformado por seu pai na constelação de Capricórnio.

A imagem de Pã é a que mais se assemelha ao fauno de “Labirinto do Fauno”, exceto que esse não possui flauta. Ele é parte da imaginação fértil de Amélia, que modifica o mundo ao seu redor, para fugir da dura realidadeem que vive. Sua função no filme é guiar os passos da pequena Amélia para que ela alcance o seu objetivo.

Pã e Sirynx

Pã e Sirynx – Quadro de Nicolas Poussin

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